Este
é um artigo de DharmaSingh Khalsa, presidente
e diretor médico da Fundação de Pesquisa e Prevenção do Alzheimer (Alzheimer’sResearch and Prevention Foundation). Entre
muitos artigos interessantes sobre a doença, este, de título “Uma PráticaMeditativa Simples para Reverter a Perda de Memória” me
chamou a atenção e utilizo este texto como um convite a ler mais a respeito do
trabalho de
Dharma Singh Kalsa.
A
matéria começa com uma notícia alarmante: a cada 69 SEGUNDOS uma pessoa na
América desenvolve a doença! Porém, nem tudo são más notícias, pois de fato, se
uma pessoa conseguir postergar o início do processo de perda de memória por 5
anos, suas chances de desenvolver Alzheimer caem pela metade, de forma que, se
a mesma conseguir manter a memória forte 10 anos a mais que a expectativa, está
fora do risco de
desenvolver a doença.
Exigindo uma prática de apenas 12 minutos ao
dia, há uma técnica de 5 mil anos de idade que pode ser a chave para a
prevenção e até mesmo reversão do quadro.
Dharma
Singh Khalsa teve uma epifania com uma pesquisa que revelava que o estresse
libera no corpo um hormônio capaz de matar células cerebrais, provocando perda
de memória, similar ao Alzheimer. Então pensou que, se o estresse pode causar
perda de memória, então, práticas anti-stress, como meditação, podem causar o
efeito contrário.
Lembrou-se,
então, que o Dr. Walter Hess provou
que haviam dois centros no cérebro – um relacionado ao estresse e um ao
relaxamento (anti-estresse). Quando o centro de estresse é ativado, provoca
indícios de taquicardia, aumento da pressão sanguínea e respiração agitada. A
exposição prolongada a esses sintomas pode matar células cerebrais também.
Entretanto,
quando se ativa o centro de relaxamento, ocorre, no corpo, o exato oposto: a
pressão sanguínea diminui, a respiração retorna ao normal, assim como a
pulsação. E uma das melhores formas comprovadas de reduzir o hormônio liberado
pelo estresse é através da prática da meditação – existem várias formas de
meditação e todas são eficazes.
Popularizada
pelos Beatles nos anos 60, a Meditação Transcendental é considerada a mais
famosa. Exige treinos extensivos, mas os efeitos positivos são documentados em
diversos estudos. É recomendável praticar esta forma de meditação durante 20
minutos, duas vezes ao dia.
Baseada
no método de respiração budista, a Meditação da Consciência Plena (Mindfulness
Meditation), vem sido muito estudada e demonstrado ser uma prática
saudável. John Kabat-Zinn estudou sobre a redução de
estresse baseada na prática desse tipo de meditação, comprovando sua utilidade
no tratamento de doenças, amenização de dores crônicas e redução de ansiedade.
Mindfulness
requer treinos prolongados e a prática geralmente é feita em retiros (o que
pode ser dispendioso), e requer que a pessoa permaneça “sentada” por mais ou
menos 30 a minutos em cada seção, o que pode parecer impraticável para os iniciantes,
sem experiência de meditação (particularmente para as gerações mais atuais).
Em
relação a essa dificuldade, Khalsa acrescenta que nos últimos 10 anos
aproximadamente, a Fundação de Pesquisa e Prevenção do Alzheimer pesquisou
sobre uma prática meditativa mais simples, de 12 minutos – o Kirtan Kriya,
provindo da Kundalini Yoga. A técnica envolve cantar um mantra em um a postura
simples e não requer experiência em retiros ou algo parecido.








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