quarta-feira, 2 de julho de 2014

Evite os Danos do Estresse e o Quadro de Alzheimer


Este é um artigo de DharmaSingh Khalsapresidente e diretor médico da Fundação de Pesquisa e Prevenção do Alzheimer (Alzheimer’sResearch and Prevention Foundation). Entre muitos artigos interessantes sobre a doença, este, de título “Uma PráticaMeditativa Simples para Reverter a Perda de Memória” me chamou a atenção e utilizo este texto como um convite a ler mais a respeito do trabalho de Dharma Singh Kalsa.

A matéria começa com uma notícia alarmante: a cada 69 SEGUNDOS uma pessoa na América desenvolve a doença! Porém, nem tudo são más notícias, pois de fato, se uma pessoa conseguir postergar o início do processo de perda de memória por 5 anos, suas chances de desenvolver Alzheimer caem pela metade, de forma que, se a mesma conseguir manter a memória forte 10 anos a mais que a expectativa, está fora do risco de desenvolver a doença.

Exigindo uma prática de apenas 12 minutos ao dia, há uma técnica de 5 mil anos de idade que pode ser a chave para a prevenção e até mesmo reversão do quadro.


Dharma Singh Khalsa teve uma epifania com uma pesquisa que revelava que o estresse libera no corpo um hormônio capaz de matar células cerebrais, provocando perda de memória, similar ao Alzheimer. Então pensou que, se o estresse pode causar perda de memória, então, práticas anti-stress, como meditação, podem causar o efeito contrário. 

Lembrou-se, então, que o Dr. Walter Hess provou que haviam dois centros no cérebro – um relacionado ao estresse e um ao relaxamento (anti-estresse). Quando o centro de estresse é ativado, provoca indícios de taquicardia, aumento da pressão sanguínea e respiração agitada. A exposição prolongada a esses sintomas pode matar células cerebrais também.

Entretanto, quando se ativa o centro de relaxamento, ocorre, no corpo, o exato oposto: a pressão sanguínea diminui, a respiração retorna ao normal, assim como a pulsação. E uma das melhores formas comprovadas de reduzir o hormônio liberado pelo estresse é através da prática da meditação – existem várias formas de meditação e todas são eficazes.

Popularizada pelos Beatles nos anos 60, a Meditação Transcendental é considerada a mais famosa. Exige treinos extensivos, mas os efeitos positivos são documentados em diversos estudos. É recomendável praticar esta forma de meditação durante 20 minutos, duas vezes ao dia.

Baseada no método de respiração budista, a Meditação da Consciência Plena (Mindfulness Meditation), vem sido muito estudada e demonstrado ser uma prática saudável.  John Kabat-Zinn estudou sobre a redução de estresse baseada na prática desse tipo de meditação, comprovando sua utilidade no tratamento de doenças, amenização de dores crônicas e redução de ansiedade.

Mindfulness requer treinos prolongados e a prática geralmente é feita em retiros (o que pode ser dispendioso), e requer que a pessoa permaneça “sentada” por mais ou menos 30 a minutos em cada seção, o que pode parecer impraticável para os iniciantes, sem experiência de meditação (particularmente para as gerações mais atuais).

Em relação a essa dificuldade, Khalsa acrescenta que nos últimos 10 anos aproximadamente, a Fundação de Pesquisa e Prevenção do Alzheimer pesquisou sobre uma prática meditativa mais simples, de 12 minutos – o Kirtan Kriya, provindo da Kundalini Yoga. A técnica envolve cantar um mantra em um a postura simples e não requer experiência em retiros ou algo parecido.

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